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Tenho, particularmente, muitas quimeras, centenas aliás. Todas pequeninas, ou nem todas, a esmagadora maioria sem exagero. A maior delas é tão grande quanto a vastidão do nada, e tão duradoura quanto. A menor, no entanto, é uma pantera voraz.

A primeira pessoa é tão confidente, tão suscetível a vulnerabilidade.

A segunda, quase em desuso, ainda permanece sobre das limitações da primeira. E a terceira, ah… É o alvo, sempre foi e sempre vai ser, até que todos se separem e se esqueçam, bem como não se lembravam antes do encontro nos primórdios da existência. Eu, Tu e Ele, ao nascer de um, outro vem ligado, e ao terceiro e este ao iniciante, não obstante, não podem estar juntos, exceto a casos e acasos.

Loucura e esperanças presas unidas em fios de cabelo sobre hastes de papel, um ciclo finda e outro surge, no primeiro deles, em que tudo realmente começa, já haviam se passado oito anos, e em apenas dois já fomos lançados ao jogo da sorte e do flerte, em mais um, lá estava Fortuna, jogando mais uma vez, e agora, ainda não se cansou. Mas os deuses não gostam de nós, talvez seja por isso que a água é transparente.

Tudo o que se vê é seu próprio reflexo, esguio e maleável, que, porém, esvai-se facilmente, foge, esconde-se em cavernas e abaixo de muitas terras. Mas nada dura para sempre, e evapora, ao chegar muito fundo em si mesmo,emergindo novamente na superfície, e mais além acima. Entretanto, nada é infinito, e solidifica-se uma vez mais, descendo ao ponto de início e fria, para só então, com o calor que trespassa muralhas, tornar-se maleável e corrente de novo.

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